DISCURSO INICIAL
Secretário Geral da OEA

Nos reunimos nesta Casa das Américas em tempos particularmente difíceis e desafiantes para a Comunidade Hemisférica de nações e para toda a humanidade. Aqui não estamos por um acidente histórico mas sim porque somos guiados pelos mesmos valores, somos unidos pelos mesmos princípios, lutamos pelas mesmas causas de igualdade e justiça social; cremos no pluralismo, na diversidade, no respeito pela divergência, na igualdade de todos os cidadãos do mundo sem discriminações, nem restrições de fé. Sem dúvida o que se encontra em perigo é nosso direito de viver em paz, em democracia, no respeito às liberdades públicas e aos direitos humanos. Os atos terroristas representam o mais grave desafio à segurança coletiva que já enfrentamos desde que surgiram as instituições interamericanas sob as quais hoje nos encontramos.

Uma vez mais queremos elevar nossas vozes de indignação e de repúdio contra os ataques criminosos perpetrados recentemente nos EUA. As Américas, unidas, reiteram sua solidariedade para com o governo e o povo dos Estados Unidos e sentem como sua, a dor das vítimas e de suas famílias. De nossas determinações depende que a partir deste imenso desafio sejamos capazes de garantir não só um âmbito de cooperação eficaz, mas também que possamos ser testemunhas de um grande fortalecimento dos laços democráticos e levar um adequado equilíbrioentre segurança e liberdades. Não podemos nos deixar condenar que as liberdades públicas que gozamos nas Américas, sejam usadas para destruir nossas liberdades que é o que pretendem os terroristas.

Teremos que preencher os graves vazios que se apresentam em matéria de segurança interna e externa sem menosprezar nossa vontade de viver em sociedades abertas e, sem dúvida, a dos Estados Unidos de América é a mais aberta do mundo.

Senhoras e senhores:

Lhes desejo êxito em seus trabalhos nesta Sessão. Os resultados desta e outras reuniões nos permitirão reforçar os laços de cooperação no hemisfério e avançar de forma decisiva contra tão infame flagelo. Será a expressão unânime de nossa solidariedade para com todos, homens, mulheres e crianças que foram vítimas de um crime tão vil e covarde em terra americana. Não nos esqueçamos também dos efeitos econômicos e sociais desses brutais atentados principalmente nos pequenos países do nosso hemisfério.

Para começar por essas tarefas e acometer muitas outras que se formulem no futuro próximo, os governos das Américas vão atuar de maneira imediata, unificada e concertada. Este é um compromisso solene que assumimos com energia, com fé, com determinação. Que o Deus de todos nos apóie e ilumine para assegurar que nossos filhos e os filhos de nossos filhos vivam no pleno exercício de seus direitos, que nossos povos possam viver em paz.

Muito obrigado.

LUIZ MARCELO VARELLA

DOCUMENTOS
Veja aqui os documentos da SOI-OEA, incluindo a resolução final e as posições oficiais dos membros da OEA e de alguns países observadores






























 

 

 

 

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