DISCURSO INICIAL
São Vicente e as Granadinas


Sr. Secretário Geral
Prezados delegados e demais membros,


Encontramo-nos diante de uma situação em que,definitivamente, a neutralidade deixou de existir. Deixa de existir pelo simples motivo de que não se pode falar em posicionamento neutro quando em jogo estão valores e princípios inexpugnáveis ao Ser Humano. Nós, de São Vicente e as Granadinas, somos conhecidos como as "jóias do Caribe"; porém, acreditamos que o maior tesouro da nossa nação consiste no apoio irrestrito a valores, princípios universais como a liberdade, a democracia, o direito à vida, o respeito aos direitos humanos, que devem sempre nortear toda e qualquer nação do nosso mundo, bem como toda e qualquer ação de repressão a essa ameaça externa, ao terrorismo. Onde quer que haja qualquer traço deste, jamais poderá existir um lugar digno e seguro em que as pessoas possam viver verdadeiramente em paz.

É nesse sentido que o nosso governo firmemente reitera, perante a comunidade internacional, o que está disposto na resolução 1373 do Conselho de Segurança contra o Terrorismo. Lembramos que não é fácil, já que isso demanda recursos financeiros, os quais não possuímos em abundância. Temos objetivado, juntamente com o demais governos do CARICOM, da América Latina e dos EUA, a melhor forma de lutar contra essa catástrofe que é o terrorismo. Deixamos evidentes os nossos esforços em combater a lavagem de dinheiro em nosso território, para que, dessa maneira, não contribuamos com ações criminosas terroristas.

Sentimo-nos mais do que prejudicados com esses atentados, já que a nossa economia depende exclusivamente do turismo e da exportação de produtos agrícolas. Dessa forma, gostaríamos de frisar a necessidade urgente de um maior incentivo ao desenvolvimento das economias dos países componentes do CARICOM, para que não soframos tanto com a queda significativa que se deu no quesito turismo, do qual dependemos tanto economicamente. Devemos atentar para o fato de que o terror não será derrotado em uma guerra, ou com a morte de um líder qualquer. Enquanto líderes mundiais devemos almejar à busca das verdadeiras causas dessa violência. Acreditamos que a manutenção do descaso aos países mais pobres propicia o surgimento do extremismo, do ódio infundado às nações mais privilegiadas. Para finalizar, gostaríamos de reforçar o fato de que nós acreditamos verdadeiramente na concretização de um mundo pacífico e seguro em um futuro não muito distante. Esperamos que a união entre as nações seja generalizada, para que cada vez mais as desigualdades sejam diminuídas, e para que todos tenham e mente um desenvolvimento equânime. Que Deus nos abençoe e nos guie nessa caminhada, que acreditamos ser difícil, mas não impossível.

Andrew Patrício Cavalcanti
Delegado de São Vicente e as Granadinas

DOCUMENTOS
Veja aqui os documentos da SOI-OEA, incluindo a resolução final e as posições oficiais dos membros da OEA e de alguns países observadores






























 

 

 

........VOLTAR
.