POSIÇÃO
OFICIAL
Panamá
Sr. Secretário
Geral
Ilustres Membros e Delegados,
Nos anos
noventa a ONU classificou o terrorismo como um dos cinco maiores problemas
de paz e segurança no mundo. Não resta dúvidas
que hoje o terrorismo representa um dos elementos definidores do palco
da política e economia mundiais. Apesar de ser uma matéria
de extrema relevância, o terrorismo continua sendo um fenômeno
que não foi claramente entendido, adequadamente explicado e efetivamente
controlado.
Hoje parece que as atividades terroristas são melhor administráveis.
Reconhece-se uma grande redução do terrorismo patrocinado
por Estados. Após ter chegado ao seu ponto máximo em 1987,
os incidentes de terrorismo internacional reduziram de acordo com estatísticas.
Porém, o número de pessoas mortas ou feridas em ataques
terroristas aumentou, isso se deve à escolha, cada vez mais freqüente
por parte dos terroristas, de alvos que vitimam um número assustador
de pessoas.
Finalmente se entendeu que não existirá nenhuma medida
efetiva sem a cooperação internacional e demonstração
de vontade política. O terrorismo põe em risco a integridade
territorial, destrói infra-estruturas e desestabiliza governos.
E mais, combater o terrorismo se tornou cada vez mais caro. Mais do
que em qualquer lugar, os crimes relacionados ao terrorismo representam
um seríssimo perigo para a estabilidade panamenha. As ameaças
ao Canal do Panamá são ainda mais amedrontadoras em virtude
de seus efeitos na viabilidade da economia panamenha.
É
evidente que essas ameaças constituem um sério perigo
para a segurança nacional panamenha uma vez que representam,
se materializadas, prejuízos consideráveis para a economia
nacional e credibilidade do país. A República do Panamá
acredita que a orientação de sua política externa
deve ser coerente com as demandas da segurança internacional
e deve auxiliá-la na realização de seus objetivos,
princípios básicos e paradigmas de estratégia,
bem como na prevenção dessas ameaças, na redução
dos fatores de risco e na promoção de uma atmosfera internacional
de cooperação, paz e segurança.
Por fim, a delegação do Panamá acredita que a legitimidade
e eficácia de ações futuras dependem da percepção
por parte de todos os Estados-membros de que não há ditadores
universais e que nós não iremos mais ser colocados de
lado enquanto são tomadas decisões em matérias
que afetam a todos. É nessa direção que devemos
guiar nossos esforços.
Muito Obrigada.