POSIÇÃO OFICIAL
Espanha

Senhor Secretário-Geral,
Senhoras e Senhores Delegados,


Nada poderia ter chamado maior atenção do que os acontecimentos do último dia 11 de setembro. Assistir, em cada rede de televisão mundial, a milhares de pessoas fugindo da morte, à busca por sobreviventes entre os escombros das duas torres do World Trade Center com certeza serão imagens que não sairão da memória da população mundial.

Lastimável é o fato, mas deve ser encarado por cada um aqui presente como uma ameaça não só aos países diretamente envolvidos, mas a todo o globo. Antes de qualquer coisa, deve-se atentar para o fato de que, em função da globalização, as fronteiras entre os países tornam-se cada vez mais insignificantes, os laços comerciais tornam-se cada vez mais estreitos e antigos inimigos já não disputam em função de seus interesses, mas sim unem-se na busca pelo interesse comum. Não se pode calar ou relutar diante de um problema que atinge em cheio este panorama.

Nós da comunidade espanhola estamos ainda espantados com a tragicidade de tais acontecimentos, mas de certa forma tais cenas nos parecem familiar. Infelizmente, o terrorismo em nosso país é uma realidade, dura e cruel, que faz com que o medo e a incerteza sobre o futuro pairem nas ruas e esquinas de nosso país. Já se vão trinta anos de atividades da ETA - grupo responsável pelos atentados terroristas na Espanha - atividades estas que vem massacrando o povo espanhol, mas que por outro lado serviram para despertar e solidificar um forte sentimento de reação a tais atividades. A população espanhola diz basta! O governo espanhol contenta-se em ver que as demais nações agora, mais do que nunca, unem-se neste grito, engajando-se num movimento incessante de luta pela democracia e pelos direitos humanos. Inicia-se desde já com maior intensidade do que antes já foi feita, uma busca por redes de tráfico de drogas, corrupção, crime organizado e outras atividades igualmente maléficas.

Nada justifica os atentados do dia 11 ou qualquer atentado à vida humana, nem mesmo a luta por interesses ideológicos ou políticos. A luta do povo Basco, por exemplo, não deve servir de pretexto para qualquer espécie de terrorismo, o caminho é o diálogo. È chegada a hora de todos tomarem parte de um problema que não é exclusivo da Espanha ou Estados Unidos e dizerem um basta ao terrorismo seja ele de que forma for, terrorismo social, psicológico ou militar. Essa é a nossa missão nesta reunião. Cada delegado ou representante aqui presente deve expandir esse ideal e torna-lo possível. É isso que a nação espanhola vem tentando fazer e se dispõe a estender os braços a todo aquele que igualmente se sente aturdido por esse mal.

DOCUMENTOS
Veja aqui os documentos da SOI-OEA, incluindo a resolução final e as posições oficiais dos membros da OEA e de alguns países observadores

































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