POSIÇÃO OFICIAL
Índia

Senhoras e senhores,
É com muito pesar que hoje vos falo. Essa sessão da Assembléia Geral está acontecendo na sombra dos bárbaros ataques terroristas de 11 de setembro, os quais são veementemente condenados por nós. Esses atentados representam uma arrogante rejeição de valores como a liberdade e tolerância que democratas e liberais tanto apreciam.


Nós na Índia sabemos com uma certa experiência, muito amarga, que os terroristas têm uma rede global dirigida pelo extremismo religioso e financiada pelo tráfico de drogas, pelo contrabando de armas e pela lavagem de dinheiro. Alguns Estados mantêm uma política de os patrocinar e os abrigar. É aí o ponto crucial que devemos combater, repelindo qualquer justificação ideológica, política ou religiosa do terrorismo. Terrorismo este que não tem piedade, não diferencia homens de mulheres, crianças de idosos, civis de militares. Deve-se reprimir toda forma de terrorismo e todo lugar em que ele se manifeste. E devemos condenar principalmente aquele que se fundamenta na religião, pois esta, qualquer origem que tenha , deve prioritariamente fundamentar-se no amor e no respeito ao próximo.


Um dos primeiros passos a se tomar na guerra contra o terrorismo é a formação de uma corrente que reuna os países de todo o mundo contra esse mal. Uma campanha que não se deve exaurir na ação militar, mas sim numa campanha política de conscientização em todo o mundo, divulgando a verdadeira face da política Talibã, para que esta seja deposta e em seu lugar consolidado um governo neutro que acabe com a exportação de terroristas e extremistas.

Nós não podemos nos esquecer do Afeganistão como uma comunidade, que deve ser reconstruída e que necessita de ajuda financeira para se reerguer e tomar um novo rumo. Pois essa corrente contra os atos terroristas não terá toda a sua efetividade se os países desenvolvidos, que governam um sistema extremamente difícil e individualista como o capitalismo, esquecerem-se que existem 2/3 de países num estado de extrema pobreza no mundo atual.

Para que esse sistema atual seja fortalecido, é preciso perceber que a paixão pela globalização deve ser temperada pela compaixão pelas suas vítimas. Tristemente, este pensamento não se espelhou nas atitudes das economias desenvolvidas.

É com base no acima mencionado que a Índia se propõe a coordenar um diálogo com o objetivo imediato de mobilizar recursos para programas de alívio da pobreza nos países pobres, o qual se fundamentaria, basicamente, em 3 pontos, quais sejam:

1- A liqüidação acelerada da dívida externa de países de baixa renda e altamente endividados;
2- Programas de alívio de pobreza especificamente apontados para países em desenvolvimento que enfrentam crises financeiras;
3- Estabilização de preços internacionais de exportação para produtos primários.

A luta para um desenvolvimento igualitário e a guerra contra a pobreza são pontos fundamentais para se consolidar, definitivamente, uma vitória contra o terrorismo.

Do mesmo modo que um estímulo externo nos motivou a unirmos forças, que da mesma maneira nos chame à atenção para ajudar aos países que tanto necessitam.
Pobreza e terrorismo estão intrínsecamente ligados em sua essência. E não podemos nos esquivar dessa batalha que deve ser tão difícil quanto a guerra ao terrorismo em si, e também termos em mente que só haverá uma paz permanente quando todos voltarem os olhos para o problema da desigualdade, pois jamais haverá paz e segurança num mundo onde milhares de crianças passam fome e vivem na miséria.

MUITO OBRIGADA.

JADLA MARINA BEZERRA DANTAS

DOCUMENTOS
Veja aqui os documentos da SOI-OEA, incluindo a resolução final e as posições oficiais dos membros da OEA e de alguns países observadores



























 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




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